27 de junho de 2011

Desculpa

Eu sei que não é sua culpa. Sei que você não tem a intenção de me magoar e não faz de propósito. Mas é que eu sou mesmo assim, sensível. Me machuco com pouco e guardo pra mim. Não faz sentido brigar com você por causa das minhas inseguranças. Então: me desculpa. Desculpa quando meu ciúme é tão grande e disfarço ele com ignorância. Desculpa quando você diz A e meu coração entende B e eu desconto em você mesmo não sendo sua culpa. Desculpa por não falar com você e fingir que não te vi, mas é que eu só queria saber se você viria até mim. Me desculpa por te culpar por não vir, você não pode fazer nada se eu mudo de uma hora pra outra, não é mesmo? E quando eu chorar, me desculpa. Não é sua culpa, eu sempre saberei que não foi sua intenção. Mas é que eu sou mesmo assim e tem horas que meu coração está cansado de guardar todas essas coisas que ele inventa e transborda. Mas não se preocupe, vai passar. Só me coloque no seu colo e me desculpe, é minha culpa.

20 de junho de 2011

A Ponte

Não costumava me importar com esse tipo de coisa, sempre vivi muito bem sozinha. Mas a verdade mesmo é que eu nunca soube o que era ficar sozinha. Falta de amor nunca me foi problema e eu demorei muito tempo pra me dar conta disso. Não se tratava de não ter um carinho, uma palavra fofa, um olhar de preocupação. Não era sobre não ter atenção, conforto, quem soubesse o que se passava comigo mesmo sem eu dizer nada. Talvez fosse excesso de amor, mas nunca falta. O problema não estava ao meu redor, estava em mim. Desde pequena aprendi a me virar sozinha. Aprendi que seria só eu nesse mundo enorme e criei pontes de mão única, o que sempre me fez sofrer muito mais do que você imagina. Muitas vezes se trata de não sentir nada ou não aceitar que sinto. Mas queria que você me ajudasse, que tivesse só mais um pouco de paciência comigo. Meu problema não é deixar você chegar, é atravessar a ponte até o seu lado. Meu medo é ir até você.